HIDROTUBAÇÃO
x OBSTRUÇÃO TUBÁRIA
A
hidrotubação é uma técnica antiga e vem
sido aperfeiçoada com o passar dos anos com a descoberta de drogas mais
eficazes na regeneração tubária.
Inicialmente o tratamento era feito com a insuflação
das trompas com gás carbônico, injetando pressão de ar através do útero, técnica chamada de PERSSUFLAÇÃO TUBÁRIA, mas ocorriam acidentes tais como a ruptura da trompa devido ao gás, iniciando
uma hemorragia interna com causas fatais.
Quando descobriu-se a penicilina
diluída em soro fisiológico e injetada nas trompas, iniciou-se a era da HIDROTUBAÇÃO.
Com a evolução dos medicamentos, passou-se
a usar enzimas, cortisona, e um antibiótico específico para os germes da pelve.
Basicamente
consiste na aplicação via vaginal (colo uterino) de um conjunto de medicamentos
para desobstrução da(s) trompa(s).
O
método é bem parecido com a histerosalpingografia mais as cólicas não são tão fortes.
É uma
técnica bem mais barata que FIV e os resultados são mais promissores e bem
menos traumáticos.
A hidrotubação não é um processo
de ação mecânica, é baseado em medicação injetada tornando-o um processo
químico, daí a necessidade do intervalo de 1 semana entre as aplicações.
É
realizada 1 aplicação semanal durante 3 semanas consecutivas e
preferencialmente entre duas menstruações.
Intervalos de aplicações inferiores
a 7 dias não são aconselháveis pois as drogas utilizadas são de ação lenta e
penetram no útero e não podem se acumular no organismo.
O
ideal é que esta técnica seja utilizada 7 dias após a cirurgia para reversão da
laqueadura das trompas, desde que a mesma não tenha sido mutilada (tirada
totalmente), evitando assim os casos de obstrução pós-cirúrgica.
Médicos
que utilizam a técnica afirmam não existirem relatos de alergias aos
medicamentos usados na hidrotubação.
A
principal contra-indicação para utilizar a técnica de hidrotubação é o
sangramento vaginal, mesmo que pequeno ou em “borra de café”, nos dois dias que
antecedem a aplicação.
Deve-se utilizar uma
cânula apropriada para a hidrotubação e tem que ter muito cuidado para não
permitir o uso da sonda de foley, que tem um "balãozinho na ponta"
porque esta sonda ao penetrar no interior do colo uterino provoca um pouquinho
de sangramento, que pode destruir a enzima contida na medicação a ser
introduzida, tornando o método ineficaz.
As trompas
obstruídas constituem uma das maiores causas da infertilidade feminina.
A infecção por um germe chamado “Clamídia tracomatis” é uma infecção silenciosa
das trompas que causa a sua obstrução, ou algumas vezes pior,destrói seu
interior.
Essa
bactéria é silenciosa e imperceptível mas muito poderosa e que causa a
obstrução tubária e destruição dos cílios existentes no seu interior e que são
responsáveis por carregar o ovo já fecundado até o útero para então ocorrer a
nidação e desenvolvimento do embrião, num ritmo natural .
Quando
estes cílios não mais existem, pode ocorrer a gravidez tubária por não chegar a
tempo o ovo ao útero ou chegar muito cedo ao útero que ainda não está totalmente preparado, ocorrendo a perda do
ovo e ocasionando a menstruação.
Uma forma
simples de combater a bactéria é diagnosticá-la através do exame preventivo;
Quando
tristemente ocorre uma gravidez tubária, é necessário a remoção do embrião
através de cirurgia, e o que ocorre na
maioria das vezes é uma hemorragia interna e esse sangue que fica livre na
cavidade abdominal funciona como uma goma que lacra a trompa.
As
alterações tubárias, tipo obstrução, somente são identificadas através de exame
de histerossalpingografia,.
O tratamento
aos danos causados no interior da trompa ou a sua obstrução, podem ser tratados
com a infusão de enzima + cortisona + antibiótico, processo denominado
HIDROTUBAÇÅO.
Existem 3 tipos de obstrução
tubária:
Aderência
fugaz –
quando não houve lesão no
epitélio interno da trompa;
geralmente se desfaz com a
pressão do contraste utilizado no
exame de histerossalpingografia.
Aderência
frouxa – o tecido inflamatório é frouxo
permitindo a ação da enzima. Mesmo que tenha havido danos do epitélio interior
das trompas com comprometimento dos cílios internos é possível a regeneração;
é utilizada neste caso, a
cortisona que retarda a reparação tubária, dando tempo para a regeneração dos
cílios.
Aderência
firme ou densa – aderência ocasionada por processo inflamatório que gerou tecido de
reparação denso, rico em fibrina e tecido conjuntivo denso, não sendo
suscetível a ação da enzima ou da cortisona. Neste caso a única indicação é a FIV.
Deixo aqui o nome e endereço de
alguns médicos que utilizam o método de HIDROTUBAÇÃO:
1º Dr André Vaz
Rua da Conceição, 188 sala 804 -
Niterói Shopping – Centro Niterói – RJ
Fone: (21) 2603-8679 / 2613-5745
2º Dr. Silvio Alex
Avenida Rio Branco, 156 - 33º
andar - Ed. Avenida Central
3º Dra Altacir Rebouças
Rua Caetano Moura, 35 (Federacao)
Salvador, Bahia BA
Fone: (71) 2106-1000, (71) 2106-1006, (71) 2106-1010
Fone: (71) 2106-1006